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SE ISTO NÃO VAI À OPA… VAI À BOMBA!

Com a demissão de Luís Nazaré de presidente da mesa da Assembleia Geral do Benfica por, segundo o próprio, “insuperáveis incompatibilidades de posições com a Direcção acerca do formato e do sistema de sufrágio da próxima Assembleia Geral do clube” que, no seu entendimento e face ao actual contexto de pandemia (motivo ponderoso), “só o modelo digital asseguraria as normas sanitárias e a participação alargada dos sócios”, veio-se provar, se porventura dúvidas ainda existissem, que no actual Benfica a liberdade escasseia e a democracia suspende-se de volta e meia, quando convier e for do interesse do grande líder que, pelos vistos, não tem pejo nenhum em desafiar e afrontar o último bastião e garante da legalidade e legitimidade do clube, quer na defesa dos direitos inalienáveis dos sócios ou na rigorosa observância e fiscalização de todos os actos da sua vida interna.

LFV e a sua trupe ficam agora com caminho totalmente livre para o cometimento de mais abusos e desmandos, numa liderança crescentemente autoritária de chicote na mão, onde é cada vez mais nítida e percepcionada a “venezuelização” do clube, de alguém que está assustado e em pânico com o próximo acto eleitoral, porque o “feedback” que lhe tem chegado aos ouvidos pelos decibéis da crítica e da contestação deixa-o mais preocupado do que tranquilo, e o que ainda até há pouco tempo o levava a crer numa reeleição demasiado fácil e controlada, como se fossem favas contadas, por convencimento próprio, pode não ser bem assim e vir a transformar-se numa pesada e humilhante derrota, por um qualquer e inesperado apelo de última hora à dignidade e ao sentimento de mudança protagonizado com os votos de todos aqueles, que tivessem ou não optado pela descrição do silêncio, mas que no íntimo do seu fervor Benfiquista nunca calaram a sua revolta e indignação pela forma ultrajante como o clube está a ser capturado e roubado por vilões profissionais, que ao contrário de nós, que amamos verdadeiramente o Benfica, eles insinuam-se à mística do negócio enquanto nós carregamos a mística da paixão, eles cingem-se ao clientelismo e ao marketing, nós encarnamos o sócio e o adepto, eles comercializam-se como grupo e marca, nós identificamos o clube como símbolo, eles gabam-se das parcerias e do betão, nós temos como único desígnio o Benfica Glorioso.

LFV, conhecedor dos terrenos que pisa e dos cenários possíveis que possa vir a enfrentar, já interiorizou para si que se isto não vai à OPA… vai à bomba!

E não vai ser fácil a nossa luta, pois vai valer tudo do outro lado de lá da trincheira, mas quanto mais árdua e extenuante for a nossa luta mais motivadora ela será, porque sabemos bem como as ditaduras e os ditadores se arregimentam na impunidade do decoro e como confiscam e moldam as mentes ingénuas e frágeis que gravitam à sua volta e as transforma em loquazes escudeiros alinhados e obedientes ao seu serviço.

São estes os avençados que enchem as paradas para ouvirem e baterem palmas às falsas promessas anunciadas e fazem coro como reluzentes blindados, que desfilam com os canhões de mira apontada à demagogia da propaganda e ao elogio perverso de que nada havia antes do Deus-sol chegar, que dará hoje uma entrevista pensada, montada e combinada no canal norte-coreano, para gáudio dos convertidos bajuladores, desejosos de lhe fazerem mais uma vénia.

Há já no ar um certo nervoso miudinho que é notório em LFV e lhe vai provocando achaques de alguma perturbação e irritabilidade que, pelos vistos, até o recurso sugestionado pela via electrónica para a votação do orçamento o deixou furibundo, achando-o desajustado e pernicioso, sobretudo, por não se poderem apertar os pescoços aos sócios mais incómodos.

No próximo sufrágio de Outubro, seja de que maneira for, os Benfiquistas estão firmemente dispostos a correr com estes agiotas incompetentes que ultimamente só têm desgovernado e desfutebolizado o nosso Benfica.

Amo-te, Benfica! José Reis
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