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O NOSSO BENFIQUISMO NÃO É DE LAPELA, É DE CORAÇÃO!

Nunca por nunca, a imprudência e a leviandade do comodismo e do seguidismo, farão escola e nos desresponsabilizarão perante os nossos deveres e obrigações na defesa intransigente dos superiores interesses do Benfica ou que silenciem a nossa revolta e indignação, o nosso sentido crítico e a razoabilidade dos nossos reparos, quando estão em causa e em perigo valores e princípios fundamentais, hoje subvertidos e mutilados por conduções e orientações desajustadas postas em prática por uma direcção de impostores sem escrúpulos, originariamente avessa e em ruptura com os propósitos fundacionais que inspiraram Cosme Damião e todos aqueles que, sonho após sonho, luta após luta, tornaram possível o Sport Lisboa e Benfica como o mais digno representante de uma vontade e paixão populares, com uma história e uma grandeza inigualáveis.

Não podemos ficar indiferentes à invasão e capturação do Benfica por parte de agiotas mercenários que agem à revelia das boas regras de conduta, com aviltantes atropelos à identidade e reputação do nosso clube, facilmente deitadas borda fora, por submissão e subordinação aos ditames dos negócios e comissões que se alinhavam e engendram no cambalacho dos gabinetes, para se consubstanciar a pessoalização de ganhos e lucros em contas offshore.

Não podemos ficar insensíveis à prática desregrada e maciça de abusos e aproveitamentos despudoradamente indecentes e infames com que vão gangrenando e sufocando o nosso clube, num jogo e numa teia perversa de interesses e favores, que se entrecruzam e se saldam pela bajulação recorrente da falácia que exalta as virtudes da vitória e do sucesso mas que se esconde debaixo do alpendre da culpa alheia quando o revés do falhanço e do fracasso prenunciam uma crise declarada tão real como retumbante.

O Benfica de hoje, por culpa exclusiva da acção desviante e errática de LFV, é tudo menos um clube de futebol.

Hipotecou a alma e a mística ao aluguer desprestigiante de um entreposto comercial de especulação de compra e venda de jogadores, sendo pouco ou nada relevante quem saia em detrimento de que entre, ainda que daí resulte quase sempre o enfraquecimento qualitativo do plantel, porque o que conta é sermos os campeões das vendas e dos milhões de euros de receitas provenientes delas, para nos virmos depois gabar e pavonear que somos um clube rico e abastado, com 10 anos de avanço à concorrência pelintra e pindérica, mas que depois não há nenhuma “newsletter” do Benfica que nos consiga explicar, tim-tim por tim-tim, a nós e à memória de Eusébio, Coluna e Galrinho Bento, como é possível irmos perder mais um campeonato (o segundo em 3 anos) para um opositor intervencionado e falido, em situação de lay-off, com cortes significativos nas folhas salariais dos seus jogadores?

Não adianta perder-se mais tempo a enfatizar uma direcção composta por uma corja de bandidos ou um presidente que é o principal mentor e estratega dessa acção contínua de pilhagem e destruição do clube, quando hipocritamente nos acenam com o medo e a contra-argumentação de que não existem alternativas credíveis(?) e, sobretudo Benfiquistas(?), para implementarem a mudança necessária que afaste de vez estes estropícios aburguesados, que de tanto prometerem o sol e a lua e ainda duas idas esta temporada ao Marquês, acabarão provavelmente por apenas nos deixar um rasto indelével e triste de mais um acumulado de frustrações e desilusões.

Aqui no NGB, não nos dá um gozo especial termos razão antes do tempo, por um mero capricho de fé ou crença que possamos ter, sobretudo, quando ela desbrava caminho sozinha em sentido inverso ao da maioria cega e atinge em cheio interesses instalados, mas tê-la e nunca abdicar dela, significa que não nos deixámos ofuscar e ludibriar pelas luzes da propaganda e da doutrina do vieirismo exacerbado, porque o nosso Benfiquismo não é de lapela, é de coração!

Amo-te, Benfica!
 José Reis
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