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FUTEBOL A FINGIR PARA SE FINGIR UM CAMPEÃO?

A política, uma vez mais, foi para a cama com o futebol, ou vice-versa, pois nunca se sabe ao certo de quem partiu a proposta de adultério, e se uma e outro convivem bem com esta promiscuidade entre lençóis e poderes, através de reiteradas e insinuadas condutas de oferecimento mútuo, a fazerem lembrar duas reles prostitutas de bordel, que para não perderem de vista os seus clientes, os entretêm com decotes ousados de valores mínimos de decência, que por cá, mesmo em tempos de pandemia e com mais de mil mortes já infelizmente contabilizadas, não os dissuadiram de infringir o distanciamento social, neste estreitamento de relações altamente imorais e indecorosas.

Como escreveu Bagão Félix num excelente artigo, “é ridículo o modo como algumas equipas voltaram aos treinos, num autêntico regime de separação dos plantéis”, remetendo os jogadores para um papel subalterno “de cobaias da retoma” que vão jogar à porta fechada sem poderem festejar os golos e com os duches a terem que ser feitos já em casa ou no hotel, tudo feito à pressa e a despachar, porque a logística precipitada e improvisada assim o exige, numa clara cedência à pressão que a UEFA, lá fora, e a Sport TV e jornais desportivos, cá dentro, estão a colocar em cima dos presidentes-fantoches dos clubes, da Liga e da Federação, que estão mais preocupados em reatar os jogos que faltam disputar, mesmo sem condições sanitárias, físicas e psicológicas, para se fechar rapidamente o campeonato a toque de caixa, do que salvaguardar a verdade desportiva, que vai ser literalmente mandada para as urtigas, pois os clubes mais pequenos nem com o factor casa poderão contar, para então se atribuir o título de campeão nacional da pandemia, estou eu a desconfiar, aos morcões lá de cima, para quem estas derradeiras 10 jornadas vão ser “peanuts”, ou amendoins se preferirem, contando com a conivência de todos para levar por diante esta farsa e este embuste.

A maneira tão fácil e de quase desprezo como se cancelaram todas as modalidades de pavilhão, sem o menor respeito pelos seus atletas, por comparação com a atitude subserviente e de vassalagem que se teve em relação ao futebol, que como ressalvou Bagão Félix, “as modalidades bem precisariam de um verdadeiro provedor que as defendesse” e de haver “uma Secretaria de Estado do Desporto que não se limitasse a ser uma Secretaria de Estado do Futebol” que é, em si mesmo, “o reflexo dos interesses económicos que o futebol possibilita e as modalidades não envolvem, tudo medido em tácticas posições de retorno político que aquele garante e estas não permitem.

Numa imagem caricatural, as modalidades, neste tempo de pandemia, estão para o desporto global, como as pessoas velhas estão para o resto da população. Descartadas e esquecidas”.

E nada disto parece chocar ou revoltar os três jornais desportivos avençados cá do burgo, que até se dizem de todos os desportos (uma ova!), numa visão falsa e distorcida da realidade que nos querem impingir, como até um deles que trouxe à estampa na primeira página, sobre o possível regresso do futebol à competição, o sugestivo título “soltem as feras”, em que a metáfora escolhida lhes parece ter fugido para a verdade, pois o circo da palhaçada do futebol português vai recomeçar, e os jornaleiros do costume, aliviados por saírem deste ciclo de hibernação a que foram obrigados, vão prosseguir a sua missão de contaminação, como obcecadamente instigam a mentira e acirram a intriga, ainda que a conjuntura actual de precariedade os aconselhe a passar as mãos pelo pêlo a presidentes corruptos e caloteiros, que lhes vão patrocinando os portes-pagos de fretes e favores com entrevistas combinadas ou com recados alvitrados, tudo em nome de uma sã e santa coabitação entre confrarias canalhas da mesma igualha e estirpe.

Amo-te, Benfica! José Reis
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