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OS COELHOS, NÃO OS DA PÁSCOA, SAÍRAM DAS TOCAS!

Perante o desafio/provocação usado de forma inteligente e interrogada por Rui Gomes da Silva no seu último texto “E AGORA, LUÍS?”, parece ter surtido algum efeito prático, pois os coelhos, que acusaram o toque, logo saíram das tocas, não propriamente impelidos pela época pascal ou com as devidas máscaras cirúrgicas colocadas em consequência do estado de emergência que se vive, mas munidos dos gorros de assaltantes com que andam disfarçadamente a surripiar o Benfica, pois tanto LFV como DSO, sentindo-se atingidos e ofendidos, vieram a terreiro dizer nada que não se soubesse, usando os habituais jornais avençados do costume, para que não fossem acusados de estarem em silêncio.

Já deu para perceber, nas entrelinhas do fora de jogo onde ambos se gostam de movimentar, que as megalómanas obras tão prometidas e anunciadas num passado recente, não passavam afinal de artimanhas e truques de campanhas eleitorais de caça aos votos, porque já não vão avançar e serão entaipadas pelas calendas gregas do esquecimento e, sendo assim, nem sequer é correcto afirmar-se que o Benfica tivesse fechado para obras, quanto muito fechou para dizer que não vai haver mais obras.

Obras há muitas, seu palerma! Como diria o bom bonacheirão Vasco Santana.

De todo o modo, e sem o receio ou o menor risco de me enganar, direi que as negociatas no futebol vão continuar, não já com aquela codícia e descaramento com que se faziam, até porque por efeito desta crise pandémica os mercados de transferências vão encolher forçosamente em oportunidades e valores, mas ainda assim uma delas escapou à malha do rigor e da contenção exigíveis, falo da contratação do malabarista da bola, Pedrinho de seu nome, achado de careta no famigerado, suspeito e inflaccionado mercado sul-americano, cuja atracção revelada pelo scouting do Benfica só é comparável ao elevado número de flops e pernas de pau que dali vêm, e se é certo que por este brasuca franzino de virar tripas se atiraram logo de cabeça oferecendo 20 milhões de euros por ele, sabendo-se hoje, que neste novo e desconhecido mercado do futebol que vamos ter, não valerá certamente nem um quarto dessa quantia.

Foi claramente uma contratação prematura e precipitada. Mas enfim, já estamos habituados a este paradigma despesista desta direcção, que por norma escolhe mal e compra ainda pior, e se os bons jogadores nunca cá chegam, por uma ou outra circunstância nunca explicada, os que dão a ganhar boas comissões acabam sempre por chegar, mesmo que nem saibam dar um chuto na bola, e os exemplos são tantos e tão caricatos que estar a mencioná-los era como estar a enumerar a ficha técnica de um programa de humor.

Também já todos percebemos, que sendo Rúben Dias representado por quem é, passa a ser uma prioridade para sair já, não vá a parceria estratégica dos famosos 10 por cento começar a ficar angustiada e ansiosa por não meter nenhum ao bolso nestes tempos mais próximos que se adivinham de fracas e residuais movimentações, e o raro mercado que vai estar disponível não vai chegar para todos os gulosos e glutões.

A tarefa ciclópica de reerguer a esfrangalhada indústria do futebol vai demorar anos e muitas desilusões, e até lá, os clubes vão andar à deriva e só os mais apetrechados irão sobreviver a esta morte lenta.

O estrangulamento económico vai afectar duramente os países e as pessoas, e por efeito de dominó, atingirá também os clubes que vão perder muitos sócios, as modalidades de pavilhão morrem e definharão o ecletismo, as televisões, como a BTV, produzirão menos conteúdos e recorrerão a mais enlatados, os sponsors de marcas que patrocinam as camisolas e os estádios não vão ser tão generosos como até aqui, sobretudo enquanto não houver, e não for permitido haver, público nas bancadas vazias.

Na regeneração do novo futebol, não pode haver mais lugar para presidentes e dirigentes agiotas, para jogadores e treinadores chantagistas e para empresários e agentes mercenários. Caso contrário, mais vale que continue cancelado como está!

Amo-te, Benfica! José Reis
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