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ANO DE ELEIÇÕES… MUDANÇA DE PARADIGMA?

Não vale a pena tentar parar o vento com as mãos ou pensar tapar o sol com a peneira, para de alguma forma, na impossibilidade de se cumprirem metas perfeitamente alcançáveis - assim houvesse vontade própria para as cumprir - vir escamotear e iludir as evidências de uma política errada, que só a cegueira dissimulada de quem não quer ver coisas mesmo à frente do nariz, poderia protelar por mais tempo sem o impulso tardio de uma mudança.

 E se é verdade que o homem é ele próprio e as suas circunstâncias, por certo que LFV não fugirá às nuances desta regra de ouro, a ponto de achar que esta brusca alteração de paradigma, anunciada e vendida por esta direcção, como quem tirasse agora um coelho da cartola, fica sempre na dúvida desconfiada se esta prometida volta de 360 graus no conceito futuro de clube, não se deve a mais um remoque de consciência pesada de quem trilhava o caminho para um beco sem saída, ou então de uma vontade estrategicamente assumida, só pelo facto de se estar em ano de eleições muito importantes, onde é primordial e necessário garantir uma vitória clara nas mesmas.

Não foram os sócios e os adeptos do Benfica, que já depois do encaixe extraordinário obtido pela venda de João Félix, vieram dizer para os jornais, com um misto de descaramento e desassombro, que não se contratariam craques para o Benfica porque isso só iria desestabilizar o balneário, como a querer dizer que a solução perfeita, implementada até hoje, era trazer uns flops e pernas de pau e desmamar precocemente meia dúzia de jogadores da academia e mandá-los lá para dentro, e desta poção mágica resultasse alguma coisa, como se a grandeza e o prestígio do Benfica, a preservar e a defender, fossem uma simples brincadeira de merceeiros de bairro ou de CEO´s de web summit´s.

Não adianta vir agora propalar a boa nova de que o Benfica tem mais dinheiro para investir que os seus rivais depauperados e falidos, porque sempre teve, não houve foi vontade de o aplicar, e sobretudo de o aplicar bem, sem a interferência de empresários, intermediadores e comissionistas nefastos, que com o “agreement” da direcção, foram protagonizado negociatas e compras duvidosas de jogadores sem classe, que ainda andam por aí, fora os que já foram recambiados, originando a perda imperdoável do título que seria o do penta, por culpa da casmurrice e falta de ambição de um presidente que continua a pensar demasiado pequeno para o clube demasiado grande que dirige.

Não é de agora e já o afirmo há muito tempo, não se pode ter contemplações ou distracções para com os nossos rivais, e a prová-lo foi aquilo que nos aprontaram ainda recentemente, e como diz sabiamente o povo “quem poupa o inimigo às suas mãos morre”, e é um risco que se corre quando se tem uma direcção sonsa que correu logo a apoiar a recandidatura do presidente da FPF e muito provavelmente assinará por baixo a recandidatura do presidente da Liga, quando não havia necessidade, porque são instituições que comem da mesma gamela do anti-benfiquismo primário.

Por mim, há muito que já os tinha posto todos a pão e água, a definhar lentamente nas suas próprias insignificâncias.

Julian Weigl, internacional alemão chegou ao Benfica sem qualquer interferência de Jorge Mendes.

É um bom sinal que se deveria repetir no futuro.

Repare-se na diferença: conversações entre Benfica e Borússia Dortmund, entendimento com o jogador, valor fixado sem inflacionamentos de última hora, tudo rápido e simples, porque na Alemanha tudo é escrutinado ao pormenor e não há cá negociatas paralelas nem abébias para ninguém.

Já todos percebemos que em relação a Bruno Guimarães as coisas vão ser bem diferentes, daí as dificuldades que já estão a surgir, aliás bem próprias dos países sul-americanos, onde por muito bom que seja um jogador, é sempre um risco altíssimo ir lá negociá-lo.

Mas no Benfica continua a haver muita gentinha que gosta destes mercados da batota…

Amo-te, Benfica! José Reis
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