Rui Costa faz parte de um grupo restrito de ex-jogadores do Benfica com lugar especial no coração dos adeptos. Não tanto pelo que fez no clube enquanto jogador, mas por, em momento conturbado, lhe ter sido leal, ter agido como seu embaixador oficioso num dos grandes palcos do futebol europeu - o italiano -, pelo vínculo afectivo que sempre ostentou com orgulho, e por ter regressado, incondicionalmente, quando o Benfica ainda fazia, angustiadamente, o “caminho das pedras”. Graças à perspicácia de Eusébio, Rui Costa ingressou nas camadas jovens do Benfica, em 1981, aos 9 anos de idade - após quatro anos nas escolas do Damaia Ginásio Clube -, onde, durante oito anos, com os seus dotes pessoais, assimilou a singularidade e excelência que caracterizam o futebol do Benfica. Findo o ciclo da formação, após uma época - 90/91 - ao serviço da Associação Desportiva de Fafe, onde permaneceu a título de empréstimo, a jovem promessa regressou ao “clube do coração” em 91, ano em que se sagrou c...